Por Marcelo Miranda
O dia 12 de junho marca o início da Copa do Mundo de 2014, data importante para o Brasil, não só pela estreia da Seleção contra a Croácia, mas também pelas diversas manifestações que assolarão o País.
Já está tudo combinado, marcado, determinado pelas diversas entidades de classe, pelos estudantes, pelos professores, pelos negros, pelos homossexuais, pelos Sem Terra, pelos Sem Teto e por mais quem quiser se manifestar.
Mesmo um mês antes da Copa do Mundo já podíamos ver as ruas repletas de manifestantes, aglutinados em pequenos e grandes grupos, querendo apresentar às autoridades as suas demandas urgentes.
Esses manifestantes, apesar de apresentarem solicitações e críticas específicas de cada área em questão, uma dessas críticas era, e ainda é, o ponto de intercessão entre elas. Sabe qual crítica é essa? E, por sinal, desde o momento em que o Brasil se candidatou à País sede da Copa do Mundo de 2014, eu já havia criticado. Ainda não se lembram? Então eu vos digo: “as prioridades do Brasil e os altos gastos para a realização do evento”.
Um País que tem uma economia estabilizada, que tem a maior classe média do mundo, que tem riquezas naturais inigualáveis, contrasta com a pobreza seu povo, analfabetismo, corrupção dos entes políticos, péssimas condições de saúde pública, altíssimos impostos, dentre inúmeros outros problemas.
O Brasil, de um povo lindo e trabalhador, que acorda às quatro horas da manhã para ir trabalhar nos pátios e galpões das grandes indústrias, ou que cultiva a terra e reza que não falte chuva, ou para que não chova demais, esse mesmo povo merecia uma classe política melhor qualificada, que fosse honesta e comprometida com o bem público.
O Brasil precisava muito mais de hospitais, escolas, segurança pública, mais médicos, professores, dentre tantas outras necessidades. E a que custo essa Copa do Mundo de 2014 será realizada no Brasil?
Não sou favorável à baderna indiscriminada, entretanto as manifestações fundamentadas são legítimas e, grande parte das manifestações que vem acontecendo e que irão acontecer durante a Copa, criticam os bilhões gastos em estádios de futebol que, por sinal, foram às únicas obras que ficaram prontas para o evento, e em cima da hora.
Queridos leitores, podem escrever ai, num pedaço de papel, numa agenda, num celular, ou apenas guardem na memória, o dia 12 de junho de 2014 entrará para a história recente do Brasil, demarcando o momento em que os brasileiros se cansaram de tanto futebol e carnaval e foram às ruas protestar por um País melhor, por políticos honestos e por uma vida digna.

