JORNAL FOLHA DE NEGÓCIOS, SEMPRE UM BOM NEGÓCIO - TEL:(32)3331-9521

Galeria Blog

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tire Dúvidas Sobre Radares de Fiscalização de Velocidade.


Há pouco mais de um mês, vias urbanas e rodovias brasileiras não são mais obrigadas a ter placas alertando para a existência de radares fixos e móveis. Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que entrou em vigor em 22 de dezembro passado derrubou a exigência existente desde 2006. No entanto, os equipamentos de fiscalização não podem ficar escondidos.


As placas de velocidade máxima continuam existindo. Na cidade, elas são obrigatórias nas vias fiscalizadas. Na estrada, quando não houver aviso, valem os limites previstos no Código de Trânsito Brasileiro, de limite máximo de 110 km/h para carros, caminhonetes e motos.

A norma do Contran mudou ainda a exigência de estudo prévio para radares móveis em rodovias. Agora, qualquer ponto pode ser fiscalizado. Além disso, tais aparelhos podem ser instalados mesmo em trechos de rodovias sem sinalização da velocidade máxima permitida. “Os radares móveis servem para resolver problemas pontuais, como obras e operações de feriados, que exigem a fiscalização imediata, mas não necessariamente permanente”, explica o conselheiro Jerry Dias, do Contran.

O argumento do Contran para a mudança é tentar reduzir o número de acidentes, já que muitos motoristas aproveitavam o aviso dos radares para ultrapassar a velocidade máxima permitida em pontos não cobertos pelo equipamento. E, pior, quando avistam o radar, freiam bruscamente. A obrigatoriedade das placas foi exigida até 2003, quando uma resolução suspendeu a regra, que só passou a vigorar novamente há 5 anos.

“Algumas pessoas falam que a mudança visa colaborar com a ‘indústria das multas’, mas para a nossa visão, do Contran, só existe indústria de multa quando há infratores. Quem conduz dentro da lei não corre o risco de tomar multa. As velocidades máximas devem ser respeitas pela própria segurança das pessoas. Cabe ao cidadão fazer a sua parte”, afirma Dias.
Dias esclareceu algumas dúvidas sobre radares; veja abaixo perguntas e respostas:


A nova lei dispensa somente as placas de aviso de radares de velocidade máxima? Sim. Com a nova lei, as placas de aviso de radares de velocidade não são obrigatórias. Com isso, o que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) quer é que o condutor tenha o hábito de respeitar o limite de velocidade.

Quando as placas de indicação de velocidade são obrigatórias nas vias? Para a fiscalização por meio de radares de velocidade valer, as placas com a indicação de velocidade máxima são obrigatórias apenas nas cidades, porque são vias onde o condutor não consegue classificar de acordo com o que está no Código de Trânsito Brasileiro, que estabelece limites para ruas, avenidas, alamedas, vias de acesso etc. No entanto, as estradas podem ser fiscalizadas sem a existência de placas de velocidade, já que o tipo de via é claro. De acordo com Artigo 61 do Código, quando não há placas de velocidade máxima em rodovias, o limite máximo para automóveis, caminhonetes e motocicletas é de 110 km/h. Já o limite para ônibus e microônibus é de 90 km/h. Veículos de carga, como caminhões, podem rodar em, no máximo, 80 km/h.

O que fazer quando receber uma multa por exceder o limite na cidade em um local onde não há placas de velocidade? Primeiramente, a pessoa deve recorrer da multa ao Detran local, conforme estabelece o Denatran. Para ter provas, é aconselhável a anexação de fotos do local. Se, mesmo assim, a multa não for cancelada, é preciso acionar órgãos de defesa do consumidor como o Procon ou até mesmo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.

Placas com redução de velocidade são obrigatórias próximas a lombadas eletrônicas? Sim. Como a finalidade das lombadas eletrônicas é de que as pessoas reduzam a velocidade, há a obrigatoriedade da sinalização informando os novos limites.

A nova resolução permite que radares fiquem escondidos? Não, pelo contrário. A operação do radar tem que estar visível, o equipamento não pode estar escondido. Ou seja, “pegadinhas” são contra a lei.

Todas as multas de velocidade precisam apresentar a foto do veículo no ato da infração? De acordo com a lei, os radares fixos e estáticos para controle de velocidade e a lombada eletrônica devem tirar, obrigatoriamente, fotos do veículo durante a infração.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Qual é o Melhor Negócio: Moto 0 km ou Moto Seminova?



Uma dúvida que aflige diversos motociclistas é: comprar uma moto 0 km ou seminova? A 0 km tem muitas vantagens quanto à segurança e garantia. Porém, no caso das seminovas, segundo especialistas, antes de comprar uma moto de segunda mão, desde que esteja em bom estado geral, é levá-la para ser avaliada por um mecânico de confiança.

A aparência vai revelar o cuidado que o atual dono teve com a moto. Por isso, a melhor maneira de descobrir o estado geral é ver se há pontos de ferrugem, raspões, riscos, trincas, manchas, opacidade dos componentes, peças e acessórios soltos e desregulados, dentre outros. Procure também por soldas feitas recentemente e desconfie se a moto antiga estiver com a pintura muito nova, o que pode ser sinal de reforma.


Outra maneira de descobrir possíveis indícios de tombo ou batida, é checar o estado de guidão, manetes, retrovisores, escapamentos, lanternas e demais acessórios, que não podem conter riscos ou trincas. “Caso a moto estiver com qualquer um destes defeitos, aconselho a desistir da compra, pois é um forte sinal de que ela já tenha sofrido uma colisão. Qualquer desalinhamento de rodas ou suspensão, ainda que leves, no futuro pode trazer consequências ao novo proprietário”, aconselham especialistas ouvidos pela Folha de Negócios, no mês de fevereiro.

Além disso, os especialistas aconselham a fazer um test drive, pois através dele é possível notar alguns problemas com desalinhamento. “Uma moto com o quadro ou suspensão empenada tende a inclinar para um dos lados ao virar o guidão e, futuramente, vai comprometer outros componentes como os pneus que vão desgastar com mais facilidade em um dos lados”, explicam.

Por falar neles, verifique se há desgastes irregulares, ou seja, o lado esquerdo mais gasto que o direito, por exemplo. O desgaste tem de ser uniforme na parte central do pneu, tanto o dianteiro, quanto o traseiro.


Outro ponto fundamental é a parte elétrica. Peça ao vendedor retirar todos os componentes que cobrem o chicote elétrico, como o assento e a carenagem plástica. A fiação precisa estar em ordem e sem emendas ou descascadas. É interessante aproveitar para testar o funcionamento dos faróis, luzes repetidoras de direção (setas), luz de freio e buzina, completa.


Para avaliar o sistema de escapamento, a melhor forma é ligar a moto, para verificar ruídos excessivos no funcionamento, o que pode indicar furos nos canos. Evite comprar as unidades com escapamento esportivo, pois as chances de serem reprovadas em uma inspeção veicular obrigatória, se houver no seu estado ou cidade, serão grandes.

Entretanto, nem sempre a boa aparência é garantia de uma aquisição segura. É importante observar as motos muito rodadas. Atenção também para a quilometragem e as motos pouco rodadas, pois pode haver indício de adulteração do hodômetro. Os especialistas recomendam ainda, àqueles interessados em adquirir motos novas ou seminovas, procurar revendas autorizadas, pois assim a negociação fica mais segura.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Prefeitura Irá Garantir Aluguel Social para Vítimas das Chuvas



A prefeita Danuza Bias Fortes sancionou no último dia sete, a Lei Nº 4.398, que regulamenta a concessão do Auxílio Moradia às famílias barbacenenses que tiveram seus imóveis interditados, destruídos ou parcialmente destruídos em decorrência dos fortes temporais que caíram na cidade nas últimas semanas.

Denominado também Aluguel Social, o auxílio é uma categoria de benefício eventual, modalidade de provisão de proteção social básica de caráter suplementar e temporário, que integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Limitado ao valor de até R$ 400,00 por família com renda mensal de até três salários mínimos, o benefício temporário será destinado por um prazo máximo de seis meses para aqueles que se enquadrarem nos critérios dispostos na lei, após apresentarem laudo técnico da Defesa Civil atestando a interdição do imóvel.
A partir das informações colhidas pela Defesa Civil durante a interdição do imóvel, a Prefeitura de Barbacena, por intermédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Ação Social, já está cadastrando as famílias em situação de risco e verificando quais poderão receber o Aluguel Social.


As famílias proprietárias ou possuidoras de imóveis em situação de risco contarão ainda com outras duas oportunidades para adquirirem uma nova moradia. A prefeita Danuza Bias Fortes também autorizou por meio da Lei Nº 4.397, a doação de lotes pertencentes ao patrimônio municipal, para quem perdeu sua casa.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mudanças no Atendimento na Santa Casa



Já em fase de implantação, o Cartão Nacional de Saúde é um instrumento que possibilita a vinculação dos procedimentos executados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, é necessário que os usuários, profissionais de saúde e unidades de saúde sejam cadastradas. A partir desses cadastros, os usuários do SUS e os profissionais de saúde recebem um cartão número nacional de identificação. 

A implantação do Cartão Nacional de Saúde está prevista desde a Norma Operacional Básica do SUS de 1996. No entanto, a complexidade do projeto fez com que somente em 1999 ele fosse iniciado. O processo de implantação em curso, considerado como projeto piloto, abrange 44 municípios brasileiros e atinge todas as regiões do País, alcançando cerca de 13 milhões de usuários dos SUS. O projeto é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do projeto Reforço à Reorganização do SUS (Reforsus). 

O acompanhamento da implantação do projeto Cartão Nacional de Saúde tem sido feito pela equipe do projeto no Ministério da Saúde e pelos interlocutores responsáveis pelo projeto no âmbito dos estados e municípios. Para tanto, o Ministério da Saúde constituiu equipes de trabalho nas áreas de: saúde e informação, treinamento, tecnologia e desenvolvimento, cadastramento e infra-estrutura, além da área de administração do projeto. 

No âmbito municipal foram constituídos os Núcleos de Implantação Local, coordenados pela Secretaria Municipal de Saúde, com participação de representante designado pela Secretaria Estadual de Saúde. 

Já o cadastramento no sistema consiste no processo por meio do qual são identificados os usuários do Sistema Único de Saúde e seus domicílios de residência. Por meio do cadastro será possível a emissão do Cartão Nacional de Saúde para os usuários e a vinculação de cada usuário ao domicílio de residência, permitindo uma maior eficiência na realização das ações de natureza individual e coletiva desenvolvidas nas áreas de abrangência dos serviços de saúde. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a realização de um cadastramento domiciliar de base nacional, aliado à possibilidade de manutenção dessa base cadastral atualizada, pode permitir aos gestores do SUS a construção de políticas sociais integradas e intersetoriais (educação, trabalho, assistência social, tributos etc.) nos diversos níveis do governo. 

O Cadastro Nacional de Usuários é o primeiro passo para a implantação do Cartão Nacional de Saúde em todo território nacional, sendo uma ferramenta importante para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), facilitando a gestão do sistema e contribuindo para o aumento da eficiência no atendimento direto ao usuário. 

Já de acordo com a assessoria de comunicação da Santa Casa de Misericórdia de Barbacena, a partir desse mês, quem procurar a Santa Casa, deverá ter em mãos o Cartão Nacional de Saúde, em cumprimento a obrigatoriedade do uso do cartão para atendimentos de unidades hospitalares. O Cartão Nacional de Saúde atende a uma demanda histórica da saúde no Brasil. Ele identifica o indivíduo para garantir a cidadania, coordena informações para humanizar o atendimento e padroniza os procedimentos para democratizar o uso do recurso público. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ENIAC: Muito Tempo Antes do Ipod



O ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) foi o primeiro computador digital eletrônico de grande escala. Criado em 1946 pelos cientistas norte-americanos John Eckert e John Mauchly, da Electronic Control Company, ele começou a funcionar no dia 14 de fevereiro do mesmo ano.
O ENIAC começou a ser desenvolvido em 1943 durante a II Guerra Mundial para computar trajetórias táticas que exigissem conhecimento substancial em matemática, mas só se tornou operacional após o final da guerra.
A máquina pesava mais de 30 toneladas, operava na base dez e não em base binária e ocupava 270 m². Sua capacidade de processamento era de 5.000 operações por segundo, possuindo 18.000 válvulas, de 175 Kw de potência.
Diferente dos computadores de hoje, o Eniac não tinha sistema operacional e seu funcionamento era parecido com uma calculadora simples atual e assim como uma calculadora, tinha de ser operado manualmente.
A calculadora efetua os cálculos a partir das teclas pressionadas, fazendo interação direta com o hardware, como no ENIAC, no qual era preciso conectar fios, relês e seqüências de chaves para que se determinasse a tarefa a ser executada. A cada tarefa diferente o processo deveria ser refeito. A resposta era dada por uma seqüencia de lâmpadas.
O primeiro computador digital programável foi o Colossus Mark 1, usado pelos ingleses durante a segunda guerra para decodificar mensagens secretas dos alemães. O Mark 1 foi seguido pelo Colossus Mark 2, que foi o primeiro computador produzido em série. Com dez unidades no total.
O grande problema foi que o Colossus era um projeto secreto. Os investidores não receberam credito e o design não foi aproveitado em outros computadores, o que tornou o Colossus uma pagina isolada na historia que só se tornou publica na década de 70. O ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer), uma concepção do Professor John Mauchly, conjuntamente com o professor J. Presper Eckert que  propuseram em 1943 ao exército norte-americano, em plena II Guerra Mundial, a construção deste primeiro computador, tendo como objetivo o auxilio nos cálculos de precisão necessários para a balística. Foi anunciada a sua conclusão em 14 de Fevereiro de 1946 e foi patenteado em 26 de Junho de 1947 com o registro nº 3,120,606.


Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Semana de Arte Moderna



A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal.
Cada dia da semana foi dedicado a um tema: respectivamente, pintura e escultura, poesia, literatura e música.
O presidente do estado de São Paulo à época, Washington Luís, apoiou o movimento, especialmente por meio de René Thiollier, que solicitou patrocínio para trazer os artistas do Rio de Janeiro: Plínio Salgado e Menotti Del Pichia, membros de seu partido, o Partido Republicano Paulista.
A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos. O adjetivo "novo" passou a ser marcado em todas estas manifestações que propunha algo no mínimo curioso e de interesse.
Participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros, e como um dos organizadores o intelectual Rubens Borba de Moraes que, entretanto, por estar doente, dela não participou.

Mário de Andrade (primeiro à esquerda, no alto), Rubens Borba de Moraes (sentado, segundo da esquerda para a direita) e outros modernistas em 1922, dentre os quais (não identificados) Tácito, Baby,Mário de Almeida e Guilherme de Almeida e Yan de Almeida Prado
A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café com leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionais.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano, órgão do partido governista paulista, em 29 de janeiro de 1922.

A nova intelectualidade brasileira dos anos 10-20 viu-se em um momento de necessidade de abandono dos antigos ideais estéticos do século XIX ainda em moda no país. Havia algumas notícias sobre as experiências estéticas que ocorriam na Europa no momento, mas ainda não se tinha certeza do que estava acontecendo e quais seriam os rumos a se tomar.
O principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida se dava no campo da literatura (e da poesia, em especial). Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.
A jovem pintora Anita Malfatti voltava da Europa trazendo a experiência das novas vanguardas, e em 1917 realiza a que foi chamada de primeira exposição modernista brasileira, com influências do cubismo, expressionismo e futurismo. A exposição causa escândalo e é alvo de duras críticas de Monteiro Lobato, o que foi o estopim para que a Semana de Arte Moderna tivesse o sucesso que, com o tempo, ganhou.

Alguns eventos que direta ou indiretamente motivaram a realização da Semana de 1922, mudando as atitudes dos jovens artistas modernistas:
1912. Oswald de Andrade retorna da Europa, impregnado do Futurismo de Marinetti, e afirmando que “estamos atrasados cinquenta anos em cultura, chafurdados ainda em pleno Parnasianismo”.
1913. Lasar Segall, pintor lituano, realiza “a primeira exposição de pintura não acadêmica em nosso país”, nas palavras de Mário de Andrade.
1914. Primeira exposição de pintura de Anita Malfatti, que retorna da Europa trazendo influências pós-impressionistas.
1917. – Mário de Andrade e Oswald de Andrade, os dois grandes líderes da primeira geração de nosso Modernismo, se tornam amigos.
Publicação de Há uma gota de sangue em cada poema; livro de poemas de Mário de Andrade, que utilizou o pseudônimo Mário Sobral para assinar essa obra pacifista, protestando contra a Primeira Guerra Mundial.
Publicação de Moisés e Juca Mulato, poemas regionalistas de Menotti Del Pichia, que conseguem sucesso junto ao público.
Publicação de A cinza das horas, de Manuel Bandeira.
O músico francês Darius Milhaud, que vive no Rio de Janeiro e entusiasma-se com maxixe, samba e os chorinhos de Ernesto Nazareth, se encontra com Villa-Lobos. O então jovem compositor, já impressionado com a descoberta de Stravinski, entra em contato com a moderna música francesa.
Segunda exposição de Anita Malfatti, exibindo quadros expressionistas, criticados com dureza por Monteiro Lobato, no artigo “Paranoia ou mistificação?”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, Esse artigo é considerado o “estopim” de nosso modernismo, já que provocou a união dos jovens artistas, levando-os a discutir a necessidade de divulgar coletivamente o movimento.

1919. Publicação de Carnaval, de Manuel Bandeira, já com versos livres.


Palácio Trianon e Túnel 9 de Julho.
1921. Banquete no Palácio Trianon, em homenagem ao lançamento de As máscaras, de Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade faz um discurso, afirmando a chegada da revolução modernista em nosso país.
Exposições de quadros de Vicente do Rego Monteiro, em Recife e no Rio de Janeiro, explorando a temática indígena.
Mostra de desenhos e caricaturas de Di Cavalcanti, denominada “Fantoches da Meia-noite”, na cidade de São Paulo.
Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Cândido Mota Filho e Mário de Andrade divulgam o Modernismo, em revistas e jornais.
Mário de Andrade escreve a série Os mestres do passado, analisando esteticamente a poesia parnasiana que estava no auge da reputação literária e mostrando a necessidade de superá-la, porque a sua missão já foi cumprida.
Oswald de Andrade publica um artigo sobre os poemas de Mário de Andrade, intitulando-o “O meu poeta futurista”. A partir de então, apesar da recusa de Mário de Andrade em aceitar a designação, a palavra “futurismo” passa a ser utilizada indiscriminadamente para toda e qualquer manifestação de comportamento modernista, em tom na maioria das vezes pejorativo. Em contrapartida, os modernistas
ass:lander os defensores da tradição em geral.

A Semana

Importantes figuras do modernismo, em 1922. Mário de Andrade (sentado), Anita Malfatti (sentada, ao centro) e Zina Aita (à esquerda de Anita).

Da esquerda para a direita: Pagu, Elsie Lessa, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Eugênia Álvaro Moreyra
A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.
13 de fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
15 de fevereiro (Quarta-feira) - Guiomar Novais era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalho lê o poema intitulado Os Sapos de Manuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose.
17 de fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…

Vale ressaltar, que a Semana em si não teve grande importância em sua época, foi com o tempo que ganhou valor histórico ao projetar-se ideologicamente ao longo do século. Devido à falta de um ideário comum a todos os seus participantes, ela desdobrou-se em diversos movimentos diferentes, todos eles declarando levar adiante a sua herança.
Ainda assim, nota-se até as últimas décadas do Século XX a influência da Semana de 1922, principalmente no Tropicalismo e na geração da Lira Paulistana nos anos 70 (Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, entre outros). O próprio nome Lira Paulistana é tirado de uma obra de Mário de Andrade.
Mesmo a Bossa Nova deve muito à turma modernista, pela sua lição peculiar de "antropofagia", traduzindo a influência da música popular norte-americana à linguagem brasileira do samba e do baião.
Entre os movimentos que surgiram na década de 1920, destacam-se:

Movimento Pau-Brasil
Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta
Movimento antropofágico

A principal forma de divulgação destas novas ideias se dava através das revistas. Entre as que se destacam, encontram-se:

Revista Klaxon
Revista de Antropofagia

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Frevo







Fonte: Guia dos Curiosos


O frevo é um gênero musical genuíno do Recife, em Pernambuco, que passou a ser conhecido no fim do século XIX.
O termo vem de "frever", uma variação popular do verbo "ferver". Com o tempo, virou "eu frevo", e, então, somente "frevo".
A expressão foi oficializado em 9 de fevereiro de 1907, quando a agremiação carnavalesca "Espalhadores do Feitosa" publicou uma nota no "Jornal Pequeno", de Recife, convidando a população para ir ao ensaio do grupo. O anúncio dizia "Olha aí o Frevo". Foi a primeira vez que o termo foi usado para nomear as danças carnavalescas da região.
O frevo nasceu das marchas, maxixes e dobrados executados por bandas militares e civis existentes no Recife na segunda metade do século XIX e começo do século XX, bem como das quadrilhas de origem europeia.
A dança surgiu das acrobacias dos capoeiristas, preocupados em camuflar seus golpes, pois a prática da capoeira era proibida. Eles eram seguidos pelos foliões, que imitavam seus passos.
A "Marcha n°1" foi a primeira canção do gênero reconhecida oficialmente como tal. Muitos consideram a composição de Mathias da Rocha e Joana Batista o marco inicial do frevo.
Na década de 1930, houve a divisão do frevo em frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção. O frevo de rua não tem letra. É feito exclusivamente para ser dançado. Um dos frevos mais conhecidos é "Vassourinhas", de Matias da Rocha.
O frevo-canção, ou marcha-canção, é semelhante às marchinhas dos carnavais cariocas. O de bloco tem origem nas serenatas, preparadas por grupos de jovens que participavam, simultaneamente, dos carnavais de rua da época. Um dos mais conhecidos é o "Evocação nº 1", de Nelson Ferreira.
Em 2007, a prefeitura do Recife lançou o CD "100 Anos de Frevo", uma coletânea com os maiores sucessos do gênero com participação de diversos artistas populares brasileiros como Maria Bethânia, Lenine, Ney Matogrosso e Vanessa da Mata.