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terça-feira, 10 de junho de 2014

Déficit de sono tem efeito 'dramático' sobre o corpo humano, conclui estudo



Fonte: BBC Brasil

Quantidades insuficientes de sono durante um período prolongado pode ter efeito profundo sobre o funcionamento do corpo humano, segundo pesquisadores britânicos.

Um experimento concluiu que a atividade de centenas de genes no organismo de voluntários foi alterada quando eles dormiram menos de seis horas por noite durante uma semana.


Doenças cardíacas, diabetes, obesidade e mau funcionamento do cérebro foram vinculados ao pouco dormir.Em artigo na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores disseram que os resultados do estudo ajudam a explicar como o sono insuficiente prejudica a saúde.

O processo pelo qual o déficit de sono altera a saúde, no entanto, ainda não é conhecido.

A equipe da Universidade de Surrey, na Inglaterra, coletou amostras de sangue de 26 pessoas após elas terem dormido bastante - até dez horas por noite - durante uma semana.

Na segunda fase do experimento, o mesmo grupo foi submetido a uma semana de sono insuficiente - menos de seis horas por noite. Amostras de sangue foram colhidas novamente.

Ao comparar as amostras, os cientistas observaram que a atividade de mais de 700 genes no organismo dos participantes foi alterada após a mudança no padrão do seu sono.
Configuração química

Cada gene contém instruções para a fabricação de uma proteína. Portanto, os que ficaram mais ativos produziram mais proteínas. Isso alterou completamente a configuração química no corpo dos voluntários.

O relógio natural dos seus organismos também foi perturbado pela falta de sono. A atividade de alguns genes aumenta e diminui no decorrer do dia, mas esse efeito foi enfraquecido pelo déficit de sono.

Falando à BBC, Colin Smith, da Universidade de Surrey, disse que "houve uma mudança dramática na atividade de muitos tipos diferentes de genes".

"Áreas como o sistema imunológico e a forma como o organismo reage a danos e estresse foram afetadas", agregou. "Claramente, dormir é essencial para a reconstrução do corpo e a manutenção de um estado funcional. (Caso contrário) vários tipos de danos parecem acontecer, o que pode resultar em doenças. Se não podemos reabastecer ou substituir células, isso leva à (formação de) doenças degenerativas."

O especialista disse que muitas pessoas podem estar vivendo com déficits de sono ainda maiores do que os estudados. Isso significa que essas mudanças nos genes podem ser comuns.

Comentando os resultados do experimento, o pesquisador Akhilesh Reddy, que estuda o relógio biológico humano na Universidade de Cambridge, Inglaterra, disse que o estudo é "interessante".

Para ele, as revelações mais importantes são os efeitos do sono insuficiente sobre inflamações e o sistema imunológico. Ele explicou que é possível estabelecer-se um vínculo entre esses efeitos e problemas de saúde como a diabetes.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

AFINAL, ALIMENTOS INTEGRAIS FAZEM BEM OU MAL À SAÚDE?



Que eles são mais saudáveis e indicados para compor as refeições, não há dúvidas. O próprio Ministério da Saúde reconheceu a importância dos alimentos integrais e os colocou na base da pirâmide alimentar elaborada com o intuito de melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros. Mas você sabe ao certo por que eles são melhores que suas versões refinadas? Mais importante do que isso: consegue identificar esses produtos entre as dezenas de opções expostas nas gôndolas? Tem ideia de que muitos dos que estampam a palavra “integral” no rótulo não o são de fato?

A polêmica em torno do enquadramento de pães, massas e biscoitos como alimentos integrais é tanta que um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende colocar ordem no mercado. Isso porque não se tem uma definição clara do que pode ou não ser classificado como integral. Sem uma legislação específica, ingredientes enriquecidos com grãos, vitaminas e minerais se passam por integrais sem qualquer cerimônia. A verdade é que a composição continua rica em farinha branca, amplamente refinada e desprovida de seus nutrientes naturais. Quem paga é o consumidor, que não só desembolsa mais para ter um produto de melhor qualidade, como não terá o retorno esperado para a saúde.

A proposta apresentada na Câmara pelo deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC) prevê que só poderá estampar a expressão integral na embalagem o produto que contiver mais de 51% de grãos integrais em sua composição. Se esse percentual for de 15% a 51%, o correto é informar que se trata de um alimento “semi-integral ou com adição de farinha integral”. Abaixo de 15%, não poderá haver qualquer referência ao termo. A proposta está em fase de avaliação conclusiva pelas Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Defesa do Consumidor e Constituição e Justiça e de Cidadania e, se aprovada, poderá seguir diretamente para o Senado.



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconhece a necessidade de estabelecer requisitos mínimos para classificação desses alimentos. Por isso, já informou que pretende discutir o assunto quando for aberta a revisão do "Regulamento técnico para produtos de cereais, amidos, farinhas e farelos", ainda sem data para ocorrer.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

ESTUDOS APONTAM BENEFÍCIOS NO CONSUMO DE CAFÉ



O bom e velho cafezinho que, todos os dias está sempre à mesa da manhã ou no dia-a-dia dos brasileiros, vem sendo estudo por diversos institutos de pesquisa e universidade que objetivam atestar suas ações benéficas e/ou maléficas à saúde. Por isso, no último dia 24 a revista "Diabetologia", da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, publicou estudo afirmando que “aumentar em uma xícara e meia o consumo de café em um período de quatro anos ajuda a reduzir em 11% o risco de diabetes.”. Há tempos se associava uma incidência menor do diabetes tipo 2 com o consumo de chá e café, e os cientistas observaram esta relação de perto.
Os autores determinaram que as pessoas que aumentaram o consumo de café em mais de uma xícara por dia durante quatro anos apresentavam um risco 11% menor de contrair diabetes tipo 2 com relação àquelas que não modificaram seus hábitos de consumo.
Ao contrário, os pacientes que reduziram o consumo de café em pelo menos uma xícara apresentaram um risco de desenvolver diabetes tipo 2 superior 17%. Não foi detectado um impacto do consumo de chá e café descafeinado no risco de diabetes.
Aqueles que mantiveram um nível elevado de consumo de café, de 3 xícaras de café ou mais, apresentaram um risco de diabetes ainda menor, 37% inferior ao de consumidores moderados, que consomem uma xícara ou menos por dia.
"As mudanças nos hábitos de consumo de café parecem impactar o risco de diabetes em um prazo relativamente curto. Nossas pesquisas confirmam estudos prospectivos anteriores segundo os quais um consumo maior de café era associado a um risco menor de diabetes tipo 2", afirmaram os autores.

Estudo sugere que café pode melhorar memória

Um estudo americano sugere que o café, além de servir como estimulante, ajuda a melhorar a memória. O estudo, publicado na revista especializada "Nature Neuroscience", testou a memória de 160 pessoas durante 24 horas.
Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que as que ingeriram placebos.
O estudo, da Universidade Johns Hopkins, envolveu pessoas que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente. Os pesquisadores recolheram amostras de saliva dos voluntários para verificar os níveis de cafeína e os submeteram a um teste em que tiveram que olhar para uma série de imagens. Cinco minutos depois, parte deles recebeu um comprimido de 200 miligramas de cafeína, o equivalente à cafeína presente em uma xícara grande de café segundo os pesquisadores, ou então um placebo. Os cientistas então recolheram outra amostra de saliva 24 horas depois.
No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro dia com algumas imagens novas e também algumas imagens sutilmente diferentes.
Ser capaz de diferenciar entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamado de padrão de separação e indica um nível mais profundo de retenção na memória. Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens 'semelhantes' era maior que o que respondia - de forma errada - que eram as mesmas imagens.
"Se tivéssemos usado uma tarefa padrão de reconhecimento pela memória, sem estes itens semelhantes e enganadores, não teríamos descoberto o efeito da cafeína", disse Michael Yassa, que liderou o estudo.
"Mas, estes itens exigem que o cérebro faça uma discriminação mais difícil, o que chamamos de padrão de separação, que parece ser o processo que é melhorado pela cafeína em nosso caso", acrescentou.

O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Cead/UFJF anuncia duas mil vagas para cursos de especialização em 2014


O Centro de Educação a Distância (Cead) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) vai oferecer cerca de duas mil vagas em cursos de especialização para 2014. Os cursos vão ser oferecidos por meio dos mais de 50 polos de apoio presencial ligados à UFJF em todo o país. A previsão é que os editais sejam lançados em março, no site do Cead.
As vagas são para as especializações em Esportes e Atividades Físicas Inclusivas para Pessoas com Deficiência, Gestão em Saúde, Gestão Pública Municipal, Mídias na Educação, Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação no Ensino Básico e, o novo curso, Ciências Biológicas.
“Os cursos de especialização a distância, com o selo da UFJF, têm ido ao encontro da demanda necessária por formação. Por isso, um número alto de vagas a ser oferecido”, destacou a coordenadora-adjunta da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e coordenadora acadêmica do Cead, Eliana Ferreira.
Completando o quadro de cursos de pós-graduação a distância, o Cead oferece, pela primeira vez, o curso de especialização em Ciências Biológicas. Serão 150 vagas distribuídas nos polos de Barroso, Cataguases, Lagoa Santa, Lavras e Timóteo, todos em Minas. “A nova especialização em Ciências Biológicas vai ampliar os horizontes da UFJF, e vai permitir que professores que já trabalham na área tenham a oportunidade de se atualizarem”, comentou o coordenador do curso, Marcelo de Oliveira.
O processo seletivo é determinado pela coordenação de cada curso, variando de acordo com cada especialização. O início das aulas está previsto para julho.
Confira, acessando o link abaixo, a distribuição de vagas para cada polo de apoio presencial.
Assessoria de Comunicação
Centro de Educação a Distância - Cead/UFJF
(32) 2102-3487 - Ramal 216 ou 220
Twitter @Cead_UFJF

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Suco de Laranja Associado a Exercícios Físicos Traz Benefícios à Saúde



A ingestão de suco de laranja associada à prática de exercícios físicos pode trazer vários benefícios para a saúde do organismo como um todo, ao coração e no desempenho físico ou performance, como comprovado pela pesquisa desenvolvida na Tese de Mestrado de Nancy Preising Bonifácio, sob orientação da Profa. Dra. Thais B. César da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP de Araraquara- SP.



De acordo com a pesquisa, realizada com trinta mulheres previamente sedentárias que recebiam diariamente 500 mililitros de suco de laranja e realizavam exercícios aeróbios por 50 minutos, 3 vezes por semana, durante 3 meses, a ingestão de suco de laranja associado ao exercício regular trouxe excelentes resultados.



As mulheres reduziram 30% em média a quantidade de gordura corporal devido ao exercício, enquanto a ingestão prévia do suco de laranja antes da caminhada diminuiu a concentração de ácido lático no sangue. Esta substância é liberada normalmente durante a prática do exercício moderado ou intenso podendo levar a fadiga. Este efeito benéfico do suco pode ser atribuído à vitamina C e aos flavonóides cítricos, presentes no suco de laranja e que previnem a doença cardíaca e o câncer. Além disso, as voluntárias do estudo tiveram um aumento de 18% no colesterol de HDL, ou bom colesterol, e uma redução de 15% no LDL, conhecido como colesterol ruim.



O suco de laranja ainda forneceu carboidratos, que no corpo são transformados em energia ou armazenados como glicogênio, uma forma de açúcar do fígado que posteriormente é utilizado para a atividade física.



O estudo indica que os atletas e adeptos de exercícios físicos que desejam melhorar seu desempenho podem utilizar o suco de laranja para repor a energia gasta na atividade e para a re-hidratação corporal. Ainda mais, a vitamina C do suco, é um antioxidante natural que auxilia o organismo a remover os radicais livres produzidos pelo exercício.